Dia 11/09/13 – Yom Kipur – Sanny Mandelbaum

História: uma senhora uma vez viu em uma makolet um nome para rezar refuá shlemá e começou a rezar por ela, acabou criando uma “mania” de onde ia e via nomes p/ Refua Shlemá incluía nas rezas dela e a tefilá que normalmente ficava 10 mins para fazer passou a ter 50 mins, era um prazer. Uma vez o marido na mesa desanimou-a dizendo que muitas daquelas pessoas já deveriam ter morrido e nem assim se desanimou. Disse que mesmo se não estivessem mais em vida, ficava feliz em rezar por aquela alma. Um dia adoeceu muito e os netos fizeram uma reza em casa unindo muitas pessoas, estavam animados com a recuperação dela embora os médicos estivessem sem esperança. Uma neta atendeu o telefone do hospital e deram o recado que a avó tinha falecido. Ela pensou bem antes de avisar todos que estavam ali presentes que podiam ir embora que ela já tinha falecido e lembrou das rezas que ela fazia para refua shlemá até de pessoas que talvez estivessem mortas e não avisou, continuaram rezando muito. Passaram-se 15 minutos e uma enferemeira liga do hospital dizendo que havia tido uma morte clínica,mas que sobrevivera. É uma história verídica e ela veio a falecer somente 4 anos depois disso.
Yom Kipur é dia que temos que aproveitar que temos portas abertas com Hashem, podemos pedir o que quisermos. Obviamente, no coletivo, todo Am Israel precisa de tudo: saúde, parnassá, bons filhos… Em Neilá é quando abrimos “as janelas” dos céus e estamos mais conectados com Hashem, é quando atingimos o quinto nível das nossas almas.
Apesar de reconhecermos todos os nossos pecados, sabemos que não vamos cumprir tudo, por isso é bom sempre tenatr melhorar em algum aspecto cada coisa. Mas é só bem Adam LeMakom, Bem Adam lechaveró, com o próximo, só pedindo mesmo pessoalmente. É pena todo esse empenho no jejum, tefilá, vidui 10 vezes, neilá e não alcançarmos 100% do perdão que completamos pedindo desculpas às pessoas.
Segulót para Yom Kipur:
1) Presenciar Bircat Hacohanim
2) Ler a Parashá…(Chaim alguma coisa, não lembvro) que relata a morte dos filhos de Aharon que morreram quando ele era vivo para que tenhamos filhos e que não passemos por essa situação,mas precisamos sentir essa dor.
3)Yad tem a guematria 14 porque temos 14 dobras nos dedos: 1 no dedão e 3 em cada u dos outros 4 dedos. Quando lemos a frase”… Hashem panam Elecha Vichuneká…. Veiassem lecha Shalom” tem 15 palavras. Devemos contar cada uma dessas dobras, ao pronunciar shalom olhamos p/ palma das mãos e fechamos para que tenhamos tudo.

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DIA 10/09/2013 – EXEMPLOS

Quem conheceu o Rony na mesma época que eu ou anterior a essa fase sabe como era o estilo dele. Posso dizer que de lá pra cá e me orgulho disso, pois me considero meritória, ele mudou bastante. Confesso que ainda está bem aquém da vontade que tenho de se igualar e entrarmos num equilíbrio religioso, pensando nele obviamente e como consequência para educação dos nossos filhos.

Agora estou falando até mais de aspectos externos de cumprir shabat, comer kasher(ele ainda come queijo fora,mas pra quem comia porco c/queijo isso é um degrau gigante). Ele sempre reforça que isso deve ser a consequência que o importante é a essência da pessoa, a bondade que ela tem perante os outros, temor a Hashem…É verdade que isso importa,mas uma coisa não anula a outra, devemos tentar fazer tudo que Hashem nos ordenou na Torá, Naasê Venishmá, fazemos e ouviremos(entenderemos).

Lemos muito sobre educação e uma das coisas que mais leio em comum a todos é que educação é baseada em exemplos. De nada adianta uma teoria maravilhosa se não estão convencidos pelos nossos atos.

E seguindo esse raciocínio que concordo muito, é que gostaria que o Rony cumprisse como eu para termos uma coerência diante das crianças. Por exemplo, quando ele come um Trident ou um chocolate que não é kasher, as crianças me oferecem e não posso aceitar e nem dizer que não é kasher, pois vão estranhar que o Rony come taref.

O Benny têm me dado muito trabalho(que sejam esses meus problemas hehe) para usar kipá e tsitsit. Kipá ou boné ele nunca quer, convenço e depois de poucos minutos ele arranca. Tsitsit ele diz que incomoda, já tentei os de camisetas mais cumpridos, ou colocar uma regata por baixo para não ficar em contato direto com o corpo e é missão quase impossível, já foram muitos combinados e quando pergunto se ele quer ser tsadik e se vestir como Hashem gosta ou rashá ele diz que Rashá, tudo para não usar, não é bobo.

Há 1 ano quando fez 3 anos, o Rony começou a usar tsitsit,já fiquei super contente e surpresa. Um dia cheguei no quarto e falei  “Bê você não quer usar tsitsit igual… e parei. O Rony ouviu, entrou no quarto, nos olhamos e demos risada. Não podia comparar com o papai pq ele não usava. Desde então ele começou a usar. Agora 1 ano depois, ele têm visto como está difícil o Benny usar kipá. Ontem inventei que assim como ele ama as fantasias do Batman e Homem aranha(está super nessa fase, até dorme assim), tem fantasia de quem está perto de Hashem que é kipá e tsitsit,mas ele diz que não quer essa fantasia.

Vendo toda essa dificuldade e agora que estamos em Asseret Yemei tshuvá, os 10 dias entre Rosh Hashaná e Yom Kipur que temos que nos esforçar para mudar alguma coisa, característica e nos melhorar apesar dele já estar rezando e estudando na sinagoga de manhã e à noite que tenho ficado muito contente, escapou ontem: “Estou vendo que logo vou ter que usar kipá direto pra dar o exemplo pro Benny”. Só não cai pra trás porque estava sentada no carro,mas internamente fiquei muito feliz e nunca imaginei que esse dia fosse chegar. De fato ainda não chegou hehe,mas espero que se concretize.

Há mais ou menos 3 semanas ele entrou nessa rotina de estudo e tefilá de manhã e à noite e MinHashamaim conseguimos assinar 3 novos terrenos que não estávamos conseguindo desde o inicio do ano apesar dos esforços. Com isso ele se animou bastante, acho que foi uma brachá.