Pirkei Avót – R. Ai Friedman

São midót, avót porque nossos sábios são como nossos pais. Os comentaristas do Pirke Avó são Bartenura e Rabeinu Yoná.

PASSUK ALEF – Todo Yehudi tem uma parte do Olam Habá, incluindo os pecadores e que nunca fizeram mitzvót. Então se essa é alógica pra que se esforçar para melhorar?

R: Do mesmo jeito que com material, a pessoa nunca se satisfaz e principalmente com pouco, devemos espiritualmente almejar sempre mais, afinal depois dos 120 seremos julgados também por isso.

Bartenura descreve que a Torá foi dada de Hashem para Moshe e dele foi entregue à Assembléia. O que essa introdução do Pirke Avót tem a ver com condutas, midót??

R:Essa é a corrente da Torá que vem junto com a Messorá(tradição). A Torá é altamente complexa com muitas opiniões, muito detalhamento, coisas aparentemente contraditórias então mesmo que tem Chumash(Pentateuco, Torá escrita) e Guemara e Mishná(Torá oral), tem coisas nas entrelinhas, precisa passar de geração em geração e precisamos sempre consultar rabinos e não estudar sozinhos e tentarmos deduzir a Torá.

3 Conselhos que os sábios nos deram:

1)      Responder com cautela – não podemos ser impulsivos para responder, para falar.

2)      Tenha muitos alunos-  depois que o R. Akiva “ perdeu” os 24mil alunos após 24 anos de dedicação e estudo, ele não desistiu, não se desanimou, se deprimiu. Ele começou do zero a ensinar 5 alunos. E TODA A TORÁ QUE TEMOS HOJE PROVÊM DESSES 5 ALUNOS. Portanto, a pessoa nunca pode desistir e os rabinos não podem parar de ter alunos, nunca é suficiente.

3)      Faça cercas para Torá – ser humano é frágil e cada um sabe das suas fragilidades para não chegarem no pecado. Não somos robôs que ligamos um botão e fazemos tefilá, comemos kasher… e desligamos o botão no shabat(rsrs). Temos sentimentos, somos nervosos, temos raiva, inveja, tristeza… Não tem como guardar as mitzvót se não fizermos cercas por mais fortes e tsadikim que possamos ser.

PASSUK BÊT- R. Shimon dizia que o mundo está sobre 3 pilares:

1)      TORÁ – estudo de Torá, isso eleva a pessoa

2)      AVODÁ – korbanót (sacrifícios) e hoje sem Beit Hamicdash são nossas tefilót(rezas). Se tem alguém doente, alguém que precisa de parnassá isso não é o objetivo de Hashem;o objetivo são nossas tefilót, é rezarmos pelas pessoas. Parashá Vaierá – Avraham Avinu apesar de ter feito tefilá pra Hashem não destruir Sdom, foi destruída. Todas as nossas rezas são ouvidas, mesmo quando não acontece como gostaríamos, não existe uma reza que não é ouvida; pode ajudar para outras coisas, outras pessoas. A reza não é um fim, é um objetivo.

3)      GUEMILUT CHASSADIM – Sdom foi destruída porque não faziam Chessed (bondade) umas com as outras. No Egito, em Cnaan faziam coisas muito piores, tinha avoá zará, assassinatos… Porque não fazer Chessed é pior?

R: Chessed é a única mitzvá que não se faz porque é uma mitzvá. Temos que fazer de coração, amar fazer. Avraham depois do Brit Milá estava com muita dor e mesmo assim queria ter visitas em casa, gostava de fazer Hachnassat Orchim e Hashem Viu que ele estava sofrendo com isso e lhe enviou os anjos. Chofetz Chaim dizia que todos os dias é bom fazer um Cheshbon Hanefesh(balanço do dia que izemos de mitzvót). Ajudar os filhos, o marido é chessed também,mas Hashem quer que façamos com os outrso também. A pessoa deixa de ser egoísta com os outros e com Hashem e precisa de Chessed pra conseguir cumprir bem a Torá. Outro fator importante é que assim como os pais gostam de ver os filhos sem brigas, se ajudando, Hashem quer ver as pessoas se ajudando, em paz. E Hashem quer que fiquemos felizes em fazer chessed mesmo que isso nos deixa bem (nos achando) é isso que Hashem quer de nós.

Tem uma história de um Rosh Yeshivá que não era muito admirado pelas pessoas no mundo de Torá porque prezava que os alunos estudassem muito Mussar e Pirke Avót para reforçarem as midót. Um dia ele pediu a um lado jovem que parecia ter maior destaque que se transformou depois no Staipler para escrever um livro sobre esses ensinamentos e distribuísse para as pessoas se conscientizarem da importância e com isso tiraria essa imagem negativa da Yeshivá. Assim ele fez. Com o tempo, um dia Hazon Ish estava lendo esse livro e estava procurando um shiduch para filha e resolveu falar com o autor porque parecia ter boas midót. Perguntou se era solteiro e ele era que tinha um shiduch para apresentar e assim foi se casaram. Ou seja, algo que parecia ter sido uma mitzvá “ egoísta” promover a Yeshivá a custa de ensinamento, fez com que ele encontrasse seu Shiduch.

 

Dia 02/10/13 – Sanny Mandelbaum

1) Psicologia positiva – focar em coisas boas, atrai bons fluídos e bons resultados (meu comentário sobre isso é que nem precisa de Torá nos dias de hoje para chegar a essa conclusão basta ler alguns livros de autoajuda… Mas a Torá vai como sempre muito além e tudo baseado em halachót, psukim etc)

2) Sasson Vessimcha – olhar o aspecto positivo em tudo. Ele contou uma história de um menino chamado Dany que ficou órfão muito cedo e foi criado pela avó. Ele sabia que a avó sofria muito com a perda da filha e do genro, não precisava dizer,mas cuidava muito bem do garoto. Quando estava mais idosa, decidiu que moraria em um asilo. Contratou uma empresa de mudança e o Dany resolveu acompanhar toda a mudança em gratidão também a tudo que a avó fez por ele em todos esses anos. Quando os carregadores pegaram um piano de calda que ela tinha, não aguentaram o peso e Dany resolveu ajuda-los. Ao abrirem o piano, perceberam que dentro haviam muitos papéis, principalmente cartas. Ele abriu uma delas e lá tinha uma lista de agradecimentos a Hashem. Uma das coisas que tinham na lista era o seguinte: agradeço a Hashem que me deu a oportunidade de educar meu querido neto Dany. Ele fechou a carta, e se emocionou muito. Não pelo fato de estar feliz em ser querido pela avó, isso ela já comprovava com gestos e atitudes, mas pelo fato dela não reclamar como que D´us tirou a filha da vida dela e sim que com isso deixou um filho para ela cuidar.

3) Analisar as pessoas bem sucedidas- em uma revista brasileira foi editado uma vez a história de 250 milionários do Brasil. Uma das pessoas chamou a atenção, era um judeu que tinha uma fábrica e que contava que o que o inspirou a crescer tanto no trabalho foi uma viagem que fez a Israel cujo guia, um judeu religioso, o levou a Meá Shearim e disse que gostaria de apresentar uma fábrica impressionante de 5.000 funcionários que certamente ele nunca tinha visto nada igual. E chegaram na Yeshiva de Mir e foram se apresentar ao Rabino-chefe,R.Frankel. Ele estava realmente impressionado com o lugar, um barulho gigante de pessoas estudando Torá, a seriedade enfim, estava com muitas perguntas e teve a oportunidade de falar com o rabino-chefe que deu uma explicação que o impressionou(já não lembro mais da história na íntegra, pena se outra vez ele contar altero).

Ele falou bastante do discurso do Steve Jobs em uma formatura como tudo na vida dele não teve acaso, que foi demitido da própria empresa depois de tanto suor pelo sócio que contratou mas que graças a isso conheceu sua esposa com quem teve filhos, criou a Pixr e depois voltou a comprar a Apple. Nunca podemos desistir.

Vídeo do discurso:

http://www.youtube.com/watch?v=nVA2OJ6pxGU