PESSACH 2014

Oitavo ano de casado e oitavo ano de Pessach em casa B”H adoro. Hoje está acabando e apesar de cansativo assim 11 dias com as crianças em casa e tantos dias de chaguim e shabat e sem trabalho dá um pouco de shpilkes,mas agora que acabou bate uma deprê. Amo ficar entre família, todos com saúde B”H com crianças baguçando(até demais) muito bom mesmo. Vale cada minuto de limpeza,arrumação, compras e cozinha em pé.

Motse Shabat o Rony não estava se sentindo bem depois de alguns dias com febre e achei melhor leva-lo no OS do Enstein, porque logo entraria Chag de novo e então só depois de 3 dias poderíamos ir no médico. B”H que fomos, estava nidá e não sabia que ele estava com febre era uma sinusite que teve que tomar antibiótico. Comentei com a Sarah que levei meu quarto filho e ela na hora responde: na verdade ele é o primeiro porque veio antes da gente. E isso me fez refletir que apesar de que quando temos crianças pqnas e totalmente dependente de nós pra banheiro,comer,se transportar etc etc etc e acabamos deixando o marido pra segundo plano (apesar de não ser pelo menos no meu caso totalmente independentes, esse ano ele finalmente descobriu onde fica nosso armário de PessachL) não deveria afinal marido mesmo que Minashamaim nós que escolhemos, filhos Hashem nos dá!!

Outra reflexão do Chag: Sempre acho melhor não forcar as coisas na educação que damos com Torá, o melhor é dar exemplos e não brigar pra fazer as coisas como vejo que muitos fazem. Não é fácil dosar isso, porque , por exemplo, quando você não briga que está mexendo num mucsê shabat pode levar mais tempo até que a criança comece a respeitar,mas em algum momento mesmo que seja depois isso vai acontecer. Óbvio que não deixo de me preocupar será que eles vão seguir como nós, como nós queremos?! Nesse Chag a Sarah me provou isso.

Um dia subindo as pqnas escadarias da minha sogra (17 andar) comentei com ela que esse ano vai fazer BE”H 7 anos e que podia começar a fazer Bircat Hamazon depois das Seudót de Hamotsi e esqueci, falei sem pretensão nenhuma, imaginei que teria que repetir aquilo algumas vezes até que acontecesse. Pois bem, no dia seguinte, estava eu sozinha na mesa (sempre sou a ultima porque fico limpando arrumando tudo) fazendo Bircat Hamazon, vejo ela pegando um sentando do meu lado e fazendo bonitinha em volta um pco alta bem devagar. Vi depois de uns 10 mins que ela estava cansada então falei pra parar que com o tempo ela decora e ganha velocidade. Mas fiquei realmente impressioanada com o efeito do que falei. Isso me dá um ânimo quando me vejo repetindo mil vezes as mesmas frases principalmente agora com os meninos, ufa quanta alegria!!  

Próximo ano quero fazer Pessach aqui Be”H, fizemos no Igor e na Dina!!

29/03/14 – Reflexão sobre as tragédias que tem ocorrido

29/03/14 – Reflexão sobre as tragédias que tem ocorrido
Não sou de escrever no Face, mas foram tantas reflexões nas últimas horas resolvi escrever. Com tantos desastres naturais e jovens falecendo tão cedo acho difícil de não acordarmos. Reclamamos o tempo todo: da política do Brasil, da falta de tempo, dos filhos que nos cansam, da empregada que não aparece… Será que isso é realmente problema?! Porquê não agradecer cada instante por tantos milagres nas nossas vidas?! Parecem mais do que sinais de D´us para pararmos e refletirmos. Podíamos cada um tentar melhorar nossas mitzvót, sempre dá pra melhorar alguma característica: controlar a raiva, impaciência, inveja, rancor, fazer as pazes com alguém brigado por bobagem… E cumprirmos as mitzvót com mais kavaná saindo dessa nossa inércia.
Realmente não dá pra entender a matemática de D´us. Mas enxergamos só uma parte do filme. Muito difícil de controlar a dor, muita tristeza, uma tragédia mesmo. Mas se pudermos reverter isso em bons atos, certeza Hashem verá com bons olhos e podemos em breve ter a tão esperada vinda de Mashiach. Nossos atos fazem um verdadeiro efeito borboleta nesse mundo e no mundo vindouro. O filme ainda não chegou ao fim!!
E espero que Hashem possa dar muito conforto e força pra toda família continuar!!

No sábado seguinte à morte desse menino que me chocou demais, me sacudiu e durmo e acordo pensando nessa mãe, resolvi escrever esse texto no Face. Esatav tão down que preferi ficar em casa com o Rony assistindo um filme “mamão com açúcar” pq realmente me balançou. Depois que escrevi isso, pedi pro Rony pausar o filme e fui ao banheiro fazer xixi. Obviamente minha curiosidade é gde e entrei no Face. Recebi 2 mensagens,uma da Nathalie que queria compartilhar no Gmach e outr de uma pessoa que me escreve o seguinte: “Em mérito das suas palavras, hoje fiz as pazes com uma amiga que há 10 anos não nos falamos”. Pronto, desabei a chorar e o Rony me enchendo se era tudo pelo filme.
Me comprometi com o Rony de evitarmos Lashon Hara entre nós e comigo mesma de parar de reclamar e agradecer mesmo quando estiver cansada à noite na hora do Shema por tudo tudo!!

ÉRETZ 2013/2014 – Sempre especial…

Dia 23/12 – Saímos de SP. Fomos com taxista de Dublô (Gismar – ), pq estávamos com 8 malas, 1 delas da Marlene amiga da Grace que pediu. Nosso voo era 21:40hs. então saímos às 17:00hs de casa com medo do transito e da lotação de final de ano no aeroporto. B”H deu tudo certo e chegamos tranquilos. O voo fez em escala em Madri(fomos pela Ibéria)e acabei dando Dramin pra eles dormirem mais fácil e o Benny não vomitar como sempre,mas achei que não fez efeito, demorou um bom tempo pra todos se acomodarem. Convenhamos dormir no avião não é tarefa fácil pra ninguém, não consigo dormir sentada então a solução como de costume foi deixar as cadeiras pras eles deitarem e dormi beeeem de mal jeito de lado no chão sentindo os ferros dos pés das cadeiras da frente nas costas, que horror. Mas o importante é eles dormirem!! No segundo voo vieram acordados,mas brincando com toda parafernalha que levo da Kalunga pra desenharem.
Dia 24/12 – Nossas malas ficaram na conexão  Na hora o aviso espanta,mas como tudo temos que pensar que que Akol Minashamaim. Se estivéssemos com 8 malas teríamos que pegar ao invés de 1, 2 táxis. Nunca fiz uma mala de mão tão grande, óbvio que o Rony de reclamar passou a me agradecer. Pensei em estar preparada pro frio levei casacos de todos grossos e acessórios (luvas, gorros, cachecóis …) foi a sorte nos vestiu por 2 dias!

Dia 25/12 – Acordamos tarde e quase perdemos o café da manhã do hotel, me arrumei correndo e fui buscar uma bandeja de comidas. Uma delicia o café do hotel, bem típico israelense,mas bem caprichado com buffet completo de saladas, ovos, peixes, vários tipos de iogurtes além do básico. Estamos no Hotel Rimonim (antigo Shalom) no bairro Bait Vagan de Jerusalém. Optamos aqui pra ficar perto da família, é bem pertinho do Dany assim os primos se veem bastante. E eu particularmente gosto muito de Jerusalém, se estou em Israel é para ficar no lugar mais kadosh!
Fizemos uma boa compra na makolet pra lanches à noite com sopa de macarrão, queijos, leites, sucos, pães, granola, frutas e fomos almoçar no Dany. As crianças se viram, mataram a saudade e depois fomos pro shopping Mamila. Lá perto alugamos o carro numa empresa chamada Eldin (custou 180 shkalim por dia), compramos chip pra celular e aproveitei e comprei meias-calça e luvas que esqueci (espero que a El Al me reembolse, paguei bem carinho).
Dia 26/12 – Cotel!! De carro, celular e Waze já estamos prontos pra passear à vontade e confortavelmente. Não pôde mais estacionar dentro do Cotel então estacionamos no Mamilla e foi uma bela caminhada por toda a cidade velha. Cansativo,mas acho que deu pra vivermos mais, acho que levamos 1 hora e meia na ida e mais 1 hora mais rápido na volta,mas pelas fotos pra mim já valeram, como amo esse lugar. Estava bem cheio de turistas e encontramos vários brasileiros. O tempo abriu e o sol aqueceu foi realmente uma delícia. Fazer tefilá no Cotel sempre revitaliza, sentindo o gelado das pedras, é incrível, sensação indescritível pra quem nunca esteve aqui, excepcional!
Almoçamos Shwarma e Falafel na cidade velha, bem gostoso no Pappa’s e na volta como está escurecendo cedo ficava tarde para ir passear mais, na rua essa hora já esfria e é inviável, museus fecham cedo. Então resolvemos dar um pulo na casa da Sandrinha e do Roberto, as crianças já se viram, foi gostoso. E agora terminei de fazer de novo as malas que amanhã cedo vamos pra R’Anana passar Shabat na Nathalie com toda family, oba!!!!!
Dia 27/12 – sexta-feira – B”H resolvi deixar todas as malas prontas ontem pra sairmos cedo do hotel. Acordamos às 7:30hs. tomamos café delicioso do hotel e fomos ao Mini Israel que ficava já no caminho de R’Annana. Nunca tinha ido são maquetes dos principais pontos turísticos daqui, super bem feito, ao ar livre, nas fotos até parece que estamos no lugar a real e as crianças curtiram bem. O tempo colaborou, estava um sol delicioso que rolou até sorvete!! Custou 69 shkalim cada um, o Eiby não pagava. O Rony me perguntou se queria almoçar num bom restaurante em Tel Aviv, o tempo era suficiente só pra isso ou um passeio, resolvi então fazer sanduíches de queijo no carro e esse foi nosso almoço. Fomos passear em Yafo, outro lugar que não lembro de ter ido. Passeamos pelo porto de Tel Aviv com um tempo hiper agradável e aquele cheiro de maresia e depois subimos as ruelas até chegar na praça e voltamos. Obviamente rolaram muitas fotos lindas!! E fomos pra Nathalie
Dia 28/12 – Shabes – All family em R’Annana na Nathalie. A casa deles ficou um espetáculo e os quartos de visitas são no andar de baixo, tudo lindo e moderno. O Dany e a Noemy Tb vieram com as crianças, a Grace e o Jack Tb dormiram aqui e a Dina e o Mauro alugaram uma casinha do lado. Dia delicioso, fomos no shil Tb mto gostoso. `A noite, rersolvemos tirar o Dany e a Noemy de casa e levamos eles no CaféCafé pra jantar em frente ao porto de Hertzlia. Foi uma delícia, um Milk shake maravilhoso, saladas e massa de cogumelos.
Dia 29/12 – Domingo – Passeio all the family. Fomos no Safari e Zoológico, alugamos 2 carros de golf, programa bem pras crianças. Divertido passear com os pais do Rony assim todos juntos, parecem todos amigos! Depois almoçamos no Lechem Bassar no Namal(porto) de Tel Aviv. Um espetáculo, o Rony queria de carne, acabei comendo salmão pq tava louca por um frozen,mas disseram q o melhor bife da vida, aparência ótima! Saímos de lá e fomos no Shopping Ramat Aviv e tomei meu tão sonhado frozen que não existe kasher no Brasil  Fiquei realizada, peguei todos acompanhamentos possíveis, me deliciei igual criança (M&M, jujuba, chocolate branco, calda de frutas vermelhas) hummm incrível vontade de levar litros pro Brasil.
Dia 30/12 – segunda-feira – dia não mto produtivo,mas gostoso. De manha passeamos pela cidade à pé, tomamos suco de Rimon mto gostoso com bureca de batata(amo) e buscamos a Tammy na escola. A Sarah tava louca pra conhecer, é bem simples, só uma kitá, pequena. O Rony foi a manhã toda em Bnei Brak com Rav Chaim Kanievsky e yeshivót pegar brachá. Almocamos na Nathalie e fomos ao Children Museum. Foi 1 hr e meia de transito e muita chuva, descemos do carro, os meninos(só fomos com eles) se ensoparam, não existe e voltamos mais 2 hs pra casa. Hj foi só amanhã Be”H quero me planejar mais.
Dia 31/12 – terça-feira – o Rony hoje viajou cedo pra pegarem brachá do R. Abuchatsira então ficamos com a Dina e o Mauro. Tentamos ir num parque de brinquedos eletrônicos,mas não só não estava aberto como choveu e melou o programa. Acabamos indo no shopping em Tel AViv no Gimboree (brinquedos pras crianças) que gostaram tanto que almocamos na praca de alimentação Mc Donald’s(o Rony chegou nessa hora) e depois quiseram voltar brincar mais (o ingresso é pro dia todo).Tomei meu super frozen que eu tomei outro dia e adorei, com a Sarah, pareço criança me realizo. A Nathalie encontrou a Ruth amiga da Sarah na aula de tennis do Ariê e trouxe ela pra brincar em casa com a Sarah e ela acabou dormindo em casa(primeira vez q dormiu fora), adormeci com elas na cama.
Dia 01/01 – quarta-feira – Como hoje à noite era casamento da Ester Nechama, o programa foi mais light. Fomos num parque em R’Anana o maior bem gostoso, demos chalót pros patinhos, levamos bike e patinete e a Ruth veio com a gente. Tomamos sorvete,tava um sol bem gostoso. As mulheres(Gre,Dina e Nathalie) foram no cabelereiro e eu como sempre não quis. Almocamos falafel num centrinho gostoso e fomos arrumar todos. O casamento foi em Bnei Brak, num salão bem bonito, tinha muita gente. Tudo bem caprichado, animado com brindes pra pista do Brasil e a comida deliciosa. Óbvio que não faltaram fotos de todos, as crianças todas desfilaram, valeu super ter vindo!! Sabe-se lá de quem mais conseguiremos estar todos pros próximos casamentos do Roberto x Sandrinha…
Dia 02/01 – quinta-feira – Fomos no Museu da força aérea perto de Ber Sheva há 1h e meia de R’Anana. Pra falar a verdade não que valeu super a viagem,mas foi um programa principlamente pro Benny ver os aviões de guerra, tanques,mas um pouco fraco esperava mais. Paramos num shopping em Ber Sheva e comemos um shwarma bem gostoso e seguimos viagem já chegamos tarde.
Dia 03/01 – sexta-feira – Melhor programa da viagem! Além de companhia fora de série (só nós e as crianças) hoje fizemos o passeio que mais queria: Éretz Bereshit. Acordamos bem cedo pq shabat é mto cedo agora (16:15 +-), já tinha deixado as malas prontas ontem e fomos. É depois de Yerushalaim, 25 minutos de lá então já fomos no caminho. Custou 340 shkalim nós 5(o Eiby ainda não paga a maioria dos programas).
O programa começou com um cara se apresentando como Eliezer vestido de túnica contando a história de Avraham Avinu. Subimos no camelo, o Rony levou os meninos e a Sarah não quis vir comigo, foi andando). Chegamos no meio do deserto e sentamos numa tenda beduína. Ele nos apresentou Avraham Avinu que fala da Achnassat orchim que fazem ele e Sarah, trazendo uma bandeja com chás, café e frutas secas. Ele conta uma historinha e depois fomos preparar pita no forno. Eles distribuíram massas cruas e fizemos pita e colocamos no fogo pra assar e depois comiam(eu não comi, sabe-se La a kashrut). Depois voltamos com os camelos, dessa vez os meninos vieram comigo, olhando a paisagem do deserto e ovelinhoberto que ofereceram pra todo mishpuche, tinha mta gente e tava uma delícia, e maior farra de crianças.
Dia 04/01 – Shabes – heva brachót no mesmo lugar bem gostoso. Hoje tava bem frio apesar do sol, chegando no salão depois de tanta caminhada e escadaria, lembrei que tirei minha aliança de brilhante pra lavar a mão. Quando comentei com a Dina ela falou, corre e volta agora buscar se não te roubam, aquele jeito dela de querer resolver tudo na hr,mas acho q ela tinha razão se fosse eu já deixaria por preguiça. A Nathalie voltou tudo comigo pela companhia e B”H deu tudo certo ainda não tinham arrumado o quarto.
À noite, fizemos um programinha bem gostoso. Fomos de carro até a estação de trem, pegamos um trem até e Bem Yehuda e jantamos lá. Eu comecei com meu super frozen, dessa vez peguei tamanho família mas os meninos nem quiseram (a Sarah fez programa com a Gre,o Jack, Esty e Tova). Delícia pura! Depois fomos numa Dely de sanduíches gigantes, pedimos um de carne e batata-frita pras crianças, uma delícia vários molhos, saladas junto…
Passeamos um pouquinho, lá sempre é cheio tem showzinhos, e voltamos, delícia total eles amaram!!
Dia 05/01 – Domingo – Sheva Brachót em Hevron – Fomos cedo pra Gueula, o Rony queria tsitsiot e kipót. Compramos luvas, meia-calça e um lanche pra comermos antes de irmos e os tsitsiót pra ele e pro Benny. Como adoro lá, posso passar um dia todo, quero voltar…
O ônibus que nos levaria pra Hevron saía às 13:00hs da casa do Roberto então fomos pra lá. Foi bem gostoso, lotado, toda family, amigos próximos e tooodas crianças, balagan total. Fizemos um tour pela cidade, medo geral da área dos árabes. Entramos na primeira sinagoga de lá não lembro direito da história,mas é bem emocionante. Tem uma Torá de 700 anos que resistiu épocas em que os árabes fecharam a sinagoga e parece que uma vez que faltava 1 homem para completar Minian milagrosamente apareceu alguém e depois ficaram sabendo que era Avraham Avinu.
Fomos p/Maarat Hamachpela, rezamos com as crianças e o sheva brachót foi bem bonito, animado, com uma banda. A Sra. Léa, avó paterna da Tamara Paves que era muito amiga da vovó Nely e é sobrevivente do Holocausto, apareceu lá porque ficou sabendo e fez um discurso bem emocionante e distribiu o livro que ela escreveu sobre o Holocausto.
Dia 06/01 – segunda-feira – Dia cheio, o Rony,o Benny e o Jack saíram de madrugada então já dormiram no outro quarto e a Dina comigo. Fomos de manha pro Cotel, a Noemi veio junto. Estacionamos no Mamila e pegamos um táxi. Descobri que da outra vez eu e o Rony vacilamos, colocamos num estacionamento do lado pago e bem caro e do Mamila só cobra depois da primeira hora e bem barato. Vivendo e aprendendo… Rezei bastante pra tudo em geral, agradecimentos, pedidos de refua shlemá, parnassá (nossos negócios pra darem certo)… até pela minha mochila que tinha perdido ontem com minha câmera e todas as fotos da viagem e tava arrasada pedi e B”H e pedi como sempre pra R. Meir Baal Haness encontraram no hotel com tudo.
A Sarah voltou de ônibus com a Noemi p/ curtir as meninas e fomos na Machané Yehuda comprar temperos, frutas e afins, amo aquele lugar cheiro de coisas frescas mto gostoso. Almocamos falafel por lá e fomos pro hotel, resolver da mala que B”H tava lá e fomos na Noemi buscar todos pra fazer um passeio. Fomos no shopping Malcha, passeamos bem e comemos por lá.
Dia 07/01 – terça-feira – De manhã fomos pra Gueula, eu as crianças, a Dina e a Esty, passeamos bem, comprei saia pra Sarah, meia calças, brinquedos pra levar de presente pros sobrinhos e almoçamos por lá num lugar minúsculo que tava mias pra pensão do que restaurante,mas a comida muito gostosa.
À tarde o programa foi supermercado, fomos num atacado chamado alguma coisa Levi na Rehov Canfei Nesharim. Fiz a festa, gastei quase 1.000 shkalim em balas, chicletes, sopinhas de copo que todos em casa amamos e umas cositas pra esses dias no hotel. Delícia pura, amo muito tudo isso 
Já fechei de novo as malas pra Dina levar algumas pra mim, ufa hajaa
Dia 08/01 – quarta-feira – Dia delícia! A Dina foi embora de manhã, então tomamos café juntas c/ as crianças com calma. Fui com os 2 no Museu da Ciência aqui em Yerushalaim. Primeira vez que me viro sozinha aqui, mas com Waze vou até a China, deu tudo certo B”H. Eles amaram, a Sarah que já entende curtiu super, melhor que o Catavento do Brasil super bem feito, programão. Custou 45 shkalim pra cada uma e o Eiby não pagava.
Almoçamos na Noemi e Dany e à tarde levei as meninas no shopping trocar os sapatos. Aprontaram comigo horrores de se esconder e subir e descer escadas rolantes, foi divertido.
À noite o Patrick convidou pra jantarmos lá, Tb me virei com o Waze, não tinha ideia de onde ficava e cheguei super bem. Foi gostoso, o filho dele é uma graça não conhecia. Gosto muito de ir em casas mais simples assim pras crianças crescerem sabendo que existe de tudo, não só mal acostumadas com mansões, valeu foi ótimo!!!
Dia 09/01/13 – quinta-feira – hoje tudo que planejei não deu muito certo e acabou numa aventura gostosa A Sarah encucou que queria passear com o ônibus de 2 andares que faz city tour por Yerushalaim. Como saía às 12:20 do museu Yad Vashem resolvi ficar com eles brincando numa guiná perto do hotel. Aqui qualquer parquinho de bairro é uma delícia pra eles, chão emborrachado, escorregadores, muitos têm cobertura. Cheguei meia hr mais cedo pra não ter erro, ficamos no ponto de ônibus esperando no frio e nada. Esperei 10 mins do horário e nada, fomos pro carro. E a lei de Murphy prevaleceu, e então o ônibus passou. Corri pra tirar eles do carro: vamo vamo correndo pra tentar pegar! Mas ele passou.
Já estava com mais vontade de ir no Kivstuba então convenci que seria mais legal e lá se foram mais meia hora até lá. Nunca foi mas parece bem divertido é um parque pra crianças que adoram. Pois bem, fechado durante a semana. Pena!! Fiquei chateada mas sempre penso que Gam zu letová e kol minashamaim, lembrei de um parquinho de rua que tinha um monstro com escorregador gigante saindo a lingua e lá fomos então. Eu fiquei com frio,mas eles não queriam ir embora. Fizemos um pique nique de sanduíches. Pra variar me deu vontade de frozen, fui de carro até a estação de trem, estacionei e fui com eles até a Ben Yehuda pra tomar aquele mega frozen da Noia que amei! Passeamos um pouco, eu queria encontrar saia,mas com eles tava difícil de entrar em muitas lojas e a Sarah não estava preparada pro frio. Cada loja que entrava e milagrosamente conseguia provar voando, a Sarah me criticava: “Horrivel, essa tá péssima, um horror”  Me forcei mas não consegui, por fim descobri uma loja que tem todos os comprimentos e gostos numa transversal da Ben Yehuda comprei uma estilo jeans preta da Zara.
Dia 10/01/13 – sexta-feira – último dia dessa viagem daquele café da manhã maravilhoso que me acabo com saladas às 9:00hs. Fiz tudo com calma, check out, paguei a conta, enfiei nem sei como todas as malas, sacolas, casacos no carro e pé na estrada com os 2. Que delicia essa estrada, tranquila não me deu nenhum medo B”H cheguei muito bem em R´Anana. Já não lembro mais o que fizemos,mas como shabat estava cedo, provavelmente, nos aprontamos com calma. O Dany e a Noemi tb vieram com as crianças, mais um Shabes delicia com a família!!
Dia 11/01/13 – Shabes – Fomos no shil, almoçamos na Nathalie e ficamos em família. Depois do almoço vieram algumas visitas a mora Mônica, a irmã da Efrat com as filhas…
Dia 12/01/13 – Domingo – A Dina foi embora cedo, fiquei bastante na rotina da Nathalie, fomos na papelaria, buscamos as crianças na escola, compramos balões e enchemos pq foi niver da Limor e da rozeret da Nathalie, cantamos parabéns. Vi piolho na cabeça do Eiby e a Nathalie ficou 1 hr passando o pente fino de lá que é mto bom, ufa que nojo e que praga esses bichos!!
Dia 13/01/13 – Segunda-feira – O Rony e o Benny chegaram de madrugada B”H bem, inteiros!! Fomos almoçar no Papagaio, uma churrascaria no shopping em Tel Aviv, maravilhosa, tinha rodizio pratos bem servidos, pita maravilhosa, almoço incrível. À tarde fomos pra Hertzlia num parque sensacional, quem dera ter um aqui assim, publico, enorme, super bem cuidado, com tirolesa, uma pista de skate que o Benny babou. Tudo genial, não fosse o final um pouco trágico. Entrei com os meninos na pista de skate para assistirem e a Sarah não quis, ficou do lado de fora andando de patinete e eu de olho nela. Quando saí, estava de mao dada com Eiby e ela vindo de olho fechado. Pensei que já estivesse fazendo isso algumas vezes, mas não. Ela bateu com tudo no portao e abriu a testa. Como ela é tipo a Eve apavorada e vi que tinha muito sangue não falei nada. Só catei o babywhipes que estava segurando e falei pra ela mesma pressionar pra comprimir, sabia que não deixaria eu segurar. Nisso o Rony chegou, pq estava descansando no carro da viagem e falei pra corrermos pra um hospital afinal com rosto e menina não se brinca, pode ficar cicatriz. Ela apavorada só berrava que não ia pra nenhum hospital e eu tentava não deixar ela se olhar no espelho pq estava um pouco profundo, suficiente pra deixa-la beeem assustada. Liguei pra Nathalie pedir inidcacao de hospital pra Carol e ela recomendou que fossemos pra Petach Tikva no Schnaider, especializado em criança. Ela saiu a forca do carro, com o Rony pra não fazer manha comigo e eu fiquei no carro com os meninos que adormeceram. Voltou saltitante que a medica era uma fofa, com trança no cabelo e só colocaram uma cola especial e cobraram uma fortuna hahaha dale reembolso!
Já tinha combinado de visitar a Ingrid que era 10 mins dali então fomos e vimos as crianças foi gostoso sempre outro mundo, outra realidade! Levam uma vida dura, com muita Torá e muito felizes!!
Dia 14/01/13 – terça-feira – Último dia dessa viagem  Passeamos por R´Anana, comprei as fôrmas de silicone que tanto queria pra fazer bolo, sorvete e já dei algumas coisas dessa loja de presente pra Nathalie de agradecimento. Buscamos as crianças na escola e almoçamos no falafel e shwarma daquela galeriazinha que sempre vamos, uma delicia principalmente ver os primos juntos! À tarde ficamos em função do remédio do irmão da Rose. Queria mto ter ido pra Netania que adorei quando fui,mas precisava pegar a receita com minha prima e ir na farmácia. Compramos em Bnei Brak uma chapa grande e grade pra sábado. Passeamos por aquele mundinho diferente hehe, pegamos a receita e compramos o remédio, enrolamos quase a tarde toda por isso. Em viagem, encomendas sempre são transtornos,mas por mitzvá fazemos qualquer sacrifício.
Dia 15/01/13 – Quarta-feira – Dia de ir embora. 7 malas prontas, chamamos um taxi pq pra levar todas as malas no carro alugado não caberia. Ele ficou bravo qndo chegou pq dissemos so 1 mala e como vimos que o táxi era enorme colocamos todas. Que medo, fui sozinha com as crianças e ele o Rony ia entregar o carro, veio nos seguindo. Mas de bravo, descontraí ele e ficou manso até me ajudou a tirar as malas e brincou com as ccs até chegar o Rony. Essa parte é preferível cortar ou resumir, pq certeza é a parte mais difícil: o voô. E depois de muitas horas de voo, escala, choramingos e tudo mais finalmente chegamos. No caminho de volta pra casa, no taxi, o Rony solta um comentário: “Vamos ficar pelo menos 1 ano sem viajar de avião com eles”. Hahaha parece até piada, eu quem fiz e desfiz todas as malas o tempo todo, e casacos pra La, botas e ski em outra mala, ufaa B”H é muito bom voltar Tb!!!

CRIANÇAS FRANCESAS NÃO FAZEM MANHA – Pamela Druckerman

A educação francesa se destaca e não se assemelha à americana que nós brasileiras sim parecemos muito. Bebês franceses dormem À noite toda. Isso porque existe um fenômeno que denominaram de “A Pausa”, sendo a melhor solução para o sono e outras coisas. Ao chorar pode ser fome, incômodo, xixi, mas na maioria das vezes manha ou acordam entre um ciclo e outro do sono. Se deixar chorar e acalmar fazendo a pausa, a criança volta a dormir(já é um pouco do que faço eu e o Rony por termos o sono pesado e nnca tivemos enfermeira, se não fizermos a pausa enlouquecemos).

O psicólogo Walter Michel desenvolveu uma experiência que ficou conhecida como  o “teste do marshmalow”. O experimentador leva crianças de 4-5 anos a uma sala durante 15 minutos e deixa um marshmelow na frente de cada um e sai da sala. Diz que se conseguir não comer o doce no final ganha 2 se não só auqele. Só 1 em cada 3 conseguiu resistir. Após 20 anos, ele voltou a observar essas crianças para notar algumas características. Percebeu que aquelas que souberam esperar, tinham maior capacidade de concentração e argumentação além de tender a não ruir em situações estressantes.

As crianças francesas são acostumadas também a lidar com frustações por isso fazem muito menos manhas e tem crises de birra, muito porqu os pais os educam a saber esperar assim como o marshmelow. Uma das maneiras de aprender a lidar com a frustação é saber esperar isso torna a criança mnais flexível e aprender a aceitar mais e a lidar mais com o “não” e limitações, toda criança sempre quer mais: comprar, brincar…

As refeições das crianças franceses é como a dos adultos, café da manha as 8, almoço as 12:00, lancha da tarde às 16 e jantar às 20, bem regradas e completas: entrada, prato quente e sobremesa. Não beliscam durante as refeições, as mães francesas não chegam nos parques com picnics e lanches enormes e assim as crincas se acostumam  a se conter e comer bem só nas refeições. Se a criança chora de fome às 10:30, os pais orientam a esprar até o almoço e assim se acostumam.

Outra característica dos pais franceses é sempre ouvir os filhos, não no sentido de serem permissivos e concordarem comn o que defendem,mas escutá-los e explica-los como funciona o mundo. É uma doutrina de uma educadora chamada Dolto. Ouvir os filhos e deixar claro que os pais que mandam por exemplo explicando e olhando nos olhos da criança que deve arrumar os brinquedos no lugar, algo que americanos podem pensar que seria surreal.

As creches foram inventadas na França. Há o tabu americano de que creche é exclusivamente para pobres e é visto com mals olhos. Marbeau desenvolveu a creche em 1845 pensando nas mães que precisavam trabalhar o dia inteiro com amas para cuidarem dos bebês durante toda jornada de trabalho de uma mulher das 5:30 às 20:30hs. A idéia era arrumar doadores e em pouco tempo foram abrindo várias creches e variantes com horários diferentes. A teoria é que criança se desenvolve melhor com cuidador sensível atento às necessidades das crianças.

Francesas também têm vidas próprias, sabem viver a vida de adultas; ao contrário das americanas que o papel de mae é muito absoluto. Para as francesas, elas vestem a camisa de mães, quando são sensuais sabem vestir a camisa e as crianças só as veem como mães. Sabem conviver com o sentimento de culpa que as mães americanas tem. Algumas amigas dizem viajar 1 vez por ano com o marido e que isso além de contruir um relacionamento melhor, os filhos tb precisam dessa distância dos pais às vezes.

Há a crença americana que quanto mais cedo melhor e quanto mais estímulo melhor será a educação da criança. Na Franca, não se ensina a ler antes dos 7 anos o equivalente ao primeiro ano.

Da mesma forma que ensinamos com insistência a dizer oi, tchau, obrigado na França ensinam muito forte a dizerem Bom dia, boa tarde,sob ameaça de punição. Até os adultos que não começam a frase assim ao chegarem nos lugares não são bem tratados.                  

Ao falarmos “ não” precisamos ser mais convincentes, não mais altos, mais seguros. Muitas vezes é só com repetição que eles passam a ouvir. Daniel Marcelli é chefe de psiquiatria e diz que se os pais sempre proibirem serão autoritários, devem proibir de vez em quando sempre que puderem dizer sim