Sobre o parto do Levi…

DIA 22/08/16 – Hello ontem fez 6 semanas, hoje exatos 43 dias que nasceu nosso príncipe que já amamos demais. Tenho tentado diariamente escrever contando um pouco sobre como foi o parto tão ansiado, mas assim que nasceu foram os preparativos pro Brit num curto tempo, depois férias das crianças tudo tumultuado. As aulas das kids recomeçaram (ufaaaa Bh, essas foram eternas com os 4 em casa)e comecei a resolver trocas de presentes e pendências que ficaram além de afazeres basics do baby (consulta,incluir no seguro saúde, passaporte…) tudo isso interrompido de inúmeras mamadas
Bom vamos lá…na quinta-feira dia 07/07 comecei a sentir umas leves contrações que até pareciam duvidosas se eram as indolores ou não. Não fiz nada em relação a isso. No dia anterior tinha ido na Dra.Marcia e estava tudo sob controle e nos monitoramentos do Fleury tb apareciam pequenas contrações que segundo o médico são normais no nono mês. Na sexta começou a me bater aquele medinho, shabat chegando e eu pra variar só pensando no Brit que não podia cair Shabat pra tirarmos fotos hehe(e falando pro Rony que não queria transgredir Shabat). Shabat de dia parece que as contrações aumentaram e cada movimento não muito brusco tipo alguns passos mais fortes, cada vez que me levantava ou sentava vinha contração e lá ia eu fazer respiração de cachorrinho ou uma profunda inspiração (a Sarah já até ria e me perguntava se estava vindo uma contração, tá pronta pra vez dela #sqn). A shikse estava meio impaciente pq não conseguia arrumar a casa e pra falar a verdade minha vontade era de me esticar na cama e passar assim até acabar shabat. Como tinha um kidush do Michel cunhado no Bnei Hakiva resolvi descer com as kids pra aliviar a casa e ela conseguir arrumar e na volta subi cada um dos sete andares em praticamente uma hora, cada andar era minimamente uma contração garantida. Bom, shabat acabou e eu pensava, agora pode nascer Brit de domingo é gostoso, as pessoas ficam e aproveitam mais(mal sabia que metade da cidade estava viajando e a outra metade viria no nosso Brit hehe). Os 3 se despacharam pra dormir na casa dos avós, ou seja, inédito e ao mesmo tempo Minashamaim, uma preocupação a menos, de como deixar as crianças, mais especificamente minha grudinha. Passei a noite toda com essas contrações. Cada vez que virava de um lado pro outro (só essas posições mesmo que é possível nessa altura) e me levantava (nas inúmeras vezes) para ir ao banheiro, lá vinha ela cada vez mais intensa e eu já não dormia achando que a qualquer momento ficariam ritmadas e eu sairia correndo pra maternidade. Massss não foi o que aconteceu! Às 5 da manhã, mandei uma gravação de voz pra médica, ainda não queria alarmá-la só me preocupava se pro bebê essas ondas não seriam preocupante e perigosas, afinal já estava há 3 dias com contrações. Fiquei acordada até às 8:00hs que achei um horário mais decente pra acordar tanto o Rony quanto a médica e expliquei pra ele minhas sensações. E para manter o estilo, ele estava bemmm tranquilo e não achava que era “A hora” ainda. Liguei pra Dra. Marcia e ela me deu 2 opções: ou eu continuava sentindo contrações em casa e esperava até aumentar a intensidade e ter um ritmo constante ou ia para maternidade, mas provavelmente não me deixariam sair de lá já com 41 semanas. Ela sugeriu de eu tomar um Bom café da manhã e ir. Resolvi ligar pra Dina (os meninos estavam lá) para compartilhar a situation se estava sob controle por lá e pra minha mãe(a Sarah estava lá). Minha mãe achava que eu deveria ir logo, a Dina e o Rony não. Íamos na Hebraica cortar o cabelo dos meninos e só pensava se encontrar alguém e me abaixar e começar a respiração de cachorrinho, vou me entregar! Indecisa resolvi como sempre nessas situações fazer tefilá depois do café tranquilo(sabe-se lá quando seria o próximo sossegada) e pedi pra Hashem como sempre peço: me mostrar o melhor caminho com clareza sem que eu tivesse dúvida. Fechei o Sidur e estava decididíssima a pegar nossas malinhas e partir. Sempre estive acostumada com partos repentinos, com dor extrema, uma verdadeira caixinha de surpresas com uma pitada de satanismo, indo aos berros em direção à maternidade, berrando pelos corredores “Anestesista pelo amor de D´us” e nunca nem enxerguei o caminho de dentro da maternidade até chegar na sala de parto. Dessa vez foi bem diferente. Fomos à maternidade parecendo parto cesária, marcado. Com calma, aguardei minha vez na sala de espera, continuando com as contrações a cada levantada e abaixada. A enfermeira que me atendeu para conferir os sinais vitais(temperatura, pressão, pulsação etc) achou melhor me colocar como prioridade, disse que depois de 3 partos normais, eu já deveria estar com alguma dilatação. Dito e feito, só não imaginava o quão dilatada já estava. O médico me atendeu, fez o toque, só vi a mão dele praticamente inteira dentro de mim quando ele me solta: “ Nem vamos fazer a internação, já senti a cabeça, 9cm de dilatação”. Fiquei obviamente muito feliz de estar suportando a dor daquele jeito aliás esqueci de um detalhe, meu sossego foi tanto antes de ir que pela primeira vez consegui pegar a geléia de Etrog e comer antes de sair. Aquelas cenas de novela, enferemeiras correndo pra buscar a maca e eu correndo em cima da maca pelos corredores em direção à sala de parto. Nesse momento, tudo que eu queria era ver a carinha da Dra.Márcia e relaxar! Impressionante como eu alguns minutos lá estava ela. Meu semblante mudou totalmente quando ela abriu a porta e me apresentou a anestesista. Essa médica é um fenômeno, apesar de nunca ter dado a luz parece que está dentro de mim, sentindo minha dor e é capaz de entender exatamente quais são minhas necessidades. Disse assim: “Melzinha, pensei que como sua dor ainda está controlada, a anestesista passa o cateter na sua coluna enquanto você ainda não está se mexendo tanto e depois vc decide se quer ou não anestesia”. Bom, como o que mais dói sem dúvida é a ounção daquela agulha calibre de cavalo, na dor mais intensa obvio que não resisti e pedi para injetar anestésico. Nesses minutos que sempre aguardamos o efeito da anestesia, a Dra.Marcia me pediu para sentar na bola de pilates e ficar dando pulinhos até a cabeça do nenê encaixar totalmente. O Rony sentado naquela calma no sofá assisntindo tudo e eu só pensando na surpresa dele ao ver que era um menino e não uma menina como todos tinham certeza. Já não aguentava mais me segurar de todos os preparativos e detalhes que estava fazendo há 3 meses pro Brit, desde que soube que era um menino. Só um parêntese… a médica do primeiro ultrassom morfológico disse que era menina. A Sarah estava comigo pq queria muito saber o sexo e ficou radiante, expressando sem uma palavra pra todos que certamente era uma menina. E eu que tb rezava para vir uma menina e completar nossos 2 casais tb fiquei, é claro. Apesar de rezar pra vir com saúde queria uma menina, não nego. No sétimo mês, isto é estava de 6 meses completos, fiz novamente outro ultrassom morfológico. Dessa vez, sem a Sarah. A médica, uma japonesa, que acho que nunca esquecerei, me pergunta se já sei o sexo e digo que sim com um sorriso de orelha a orelha e respondo que sim. Na sequência, ela me aponta: “olha aqui a bolsa escrotal” e eu gelei, azedei a cara: “como assim, não é uma menina?” e ela: “ imagina, um meninão, olha aqui”. Nessa altura, já sabia que não tinha erro, o mais provável era que a outra médica tinha errado no início. Incrível cmo tudo é Minashamaim, desse dia em diante mudei radicalmente de opinião e comecei a me empolgar com mais um menino,e já nos preparativos do Brit, lista, cotações, detalhes da decoaração etc… Bh hoje escrevendo digo que estou tãoooo feliz com esse menino, um bebê fofo que já nos traz muitas alegrias, fácil, tranquilo, gostoso. Estou realemente em um estado completo de plenitude, sensação de família completa nós 6, um sonho, delirando de alegria. Como Hashem é maravilhoso, depois de quase 5 anos insistindo pro Rony para termos mais um filho, e milagrosamente o convenci, sinto que essa neshamá é um grande presente nas nossas vidas, uma criança escolhida!! MAIS UMA VEZ OBRIGADA POR TUDO HASHEM GRATIDÃO ETERNA! Tento até ao longo do dia parar uns segundos e agradecer por tudo, que vida perfeita que eu tenho, que nós temos juntos e parece que ele uniu ainda mais eu e o Rony BH, estamos nos dando bem melhor do que já nos dávamos! Voltando aos finalmentes do parto, ela me disse que dessa vez estava facinho, em 2 forças o nenê sairia. Dito e feito! E assim nasceu nosso Levi Itzchak que a médica colocou nos meus braços e o Rony ainda foi abrir as perninhas pra conferir o sexo  Sensacional esse parto, quem dera todos tivessem sido fáceis assim, uma verdadeira brachá! Minhas tefilót foram ouvidas! Na maternidade já estava me sentindo ótima, xixi ok (sempre minha preocupação até conseguir o primeiro xixi uma emoção) e de lá saí direto pra NK provar meu vestido com a Dina que já tinha separado, muito fofa, me deu de presente. Ajustamos o que teria que emendar de tecido no decote, deixar o forro mais cumprido e torcer pra que perdesse uns quilinhos em 5 dias haha
O Brit é um capítulo a parte que também foi algo que ficará pra história nossa e pra quem foi, tudo impecável espiritualmente e materialmente!

DIA 08/05/2017 – Faz tempo que não passo por aqui p/revelar um pouquinho sobre meus afazeres deve ser por falta de tempo mesmo, com 4 na rotina da casa, ajuda ao Rony, compras, leva e busca das kids, mamadas/papinhas e ainda encaixando meus álbuns só por ness mesmo parar e conseguir escrever. Mas BH acordo cedo todo dia e só agradeço, amooo de paixão minha rotina, minha vida, meus filhos, o Rony e não trocaria por nada com ninguém. Bom ser breve, Levi já esta com quase 10 meses(amanhã terá bolo de mêsversário, ainda continuo fazendo) está com 5 dentinhos, babando bastante. Não faz muita gracinha, mas continua mega sorridente por tudo e para todos. Faz uma tentativa de tchau e fala umas sílabas. Nesse semestre, com o Levi me consumindo e sem a segunda shikse, concentrei todas as atividades das kids na escola. A saída oficial é às 15:30hs e eles já imendam nas atividades. Sarah faz Alumni (2x/semana),dança e natação aqui do lado. Benny faz futebol, judô, Moré Berale e natação. Eiby faz roda de matemática(ama e tem muita vocação pra matemática),judô, futebol e natação. Busco 16:30hs todos os dias BH e o melhor fico sem carro todos os dias, faço tudo à pé, zero trânsito. O restante do dia vou driblando meus afazeres com Mr.Levi que toma um belo tempo cada vez mais. Cada soneca dele, é uma corrida contra o tempo para dar conta de tudo,tempo cronometradíssimo. Enfim, hoje fui busca-los (com o Levi no carrinho como sempre)e fiz uma brincadeira que amaram, daquelas que provável ficará na memória deles. Fiz cada um “ chutar” quantos passos são da escola até em casa e quem chegasse mais próximo, ganharia um sorvete. Eiby apostou 600 passos; eu 650;Sarah 700 e Benny não quis participar(se arrependeu como sempre atrasado nas tarefas). Fomos contando todos juntos e a Sarah ganhou, chegou mais próximo, viemos em 830 passos FIM de um dia feliz com minha Family que é tudo pra mim!